As vitórias do Brasil sobre Haiti e Escócia renovaram a esperança do torcedor na luta pelo hexa. Depois de uma estreia sem brilho contra Marrocos, agora a seleção ganhou cara de time.
Já durante o primeiro jogo diante dos marroquinos, Carlo Ancelotti fez mudanças que deixaram o time minimamente mais equilibrado. Na sequência, as entradas de Matheus Cunha e Rayan, potencializaram Bruno Guimarães, Paquetá e Vinicius Júnior.
Vini, aliás, se destaca como o protagonista do Brasil. Se a França tem Mbappe, a Noruega tem Haaland e a Argentina tem Messi, Vini também assume a responsa com a camisa amarela e chegou a quatro gols em três jogos.
Essa cara de time da seleção vai ser fundamental a partir de agora. Na Copa com 48 seleções, uma fase eliminatória a mais pode aumentar o grau de aleatoriedade. Contra o Japão, o Brasil vai encontrar um rival que prima pela organização extrema.
A equipe japonesa não tem craques, mas possui vários bons jogadores muito bem ordenados para as funções que precisam executar. É claro, se o Brasil voltar pra casa na fase 16 avos diante do Japão, vai ser considerado um fiasco.
Apesar disso, não tenho dúvidas que será o adversário mais complicado que nossa seleção enfrentou até agora. Subir de nível etapa após etapa é fundamental na Copa do Mundo.
Na nossa última conquista, em 2002, a primeira fase também serviu para ajustar uma equipe que gerava desconfiança. A diferença para agora, é que a quantidade de craques naquele time era bem maior do que no atual. Cafu, Roberto Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo juntos no mesmo time, talvez nunca mais tenhamos.
Até os minutos que Neymar passou a ter voltando de lesão podem ser bem úteis. Não o vejo titular atualmente, mas uma peça que pode ser importante entrando em momentos cruciais de jogos eliminatórios.
Não há dúvida, França, Espanha e Argentina, principalmente as três, estão acima do Brasil no momento. Mas, passando fase por fase, podemos ganhar força, chegando cada vez mais longe e evitando uma volta pra casa bem mais cedo.


