Virou mania antes de qualquer campeonato importante ordenarmos dos favoritos às zebras em prateleiras. Os palpites nas “tier-lists” não tem nenhum estudo científico, contas complicadas ou uso de fórmulas da física quântica.
São meras opiniões sobre quem tem mais chance em determinada competição. E a Copa do Mundo não escapa de tais previsões. Nas minhas prateleiras só duas seleções ostentam o posto de favoritaças: França e Espanha.
As duas equipes europeias reúnem todos os requisitos para serem assim apontadas. Tem tradição, força recente, trabalho de médio para longo prazo, além de grandes craques.
Os franceses possuem o melhor elenco da Copa. As opções de ataque são de dar inveja. Mbappe, Oliseh, Cherki, Dembelé, Doue e companhia, metem medo em qualquer adversário.
Os espanhóis são os atuais campeões da Eurocopa. Liderados pelo capitão Rodri, possuem o fenômeno Lamine Yamal, de 18 anos, como grande astro.
Mas todo esse favoritismo não significa a certeza da taça. Nunca foi assim e nunca será. O Brasil, por exemplo, está num segundo grupo de seleções que podem tirar a banca das mais cotadas.
O desafio dos comandados de Carlo Ancelotti é superar um ciclo que teve quatro técnicos, nenhuma sequência de trabalho e até mudança de presidente da CBF. Menos mal que o italiano já renovou o contrato para todo ciclo seguinte até 2030.
Além do Brasil, a atual campeã Argentina, Portugal, Inglaterra e Alemanha também estão neste segundo pote de favoritismo. Claro que uma Copa com um mata-mata a mais (fase 16 avos de final), quarenta dias de duração e disputada em diferentes condições climáticas de três países diferentes, pode apresentar surpresas.
Chances existem para as menos cotadas Holanda, Marrocos, Equador, Colômbia, Noruega e Japão mostrarem sua força. Embora, um título de qualquer uma dessas seria uma enorme surpresa.
Como faço a cada quatro anos, não terei tempo para outro assunto de agora até 19 de julho. O período de Copa é sagrado para quem ama futebol. Apesar da esperança do hexa sempre existir, não vai ser nada fácil jogar contra os prognósticos desta vez.
Mas… Quem sabe não é jogando contra os índices que subiremos na prateleira?


