Em agosto de 2025 o Athletico vivia um momento péssimo na Série B. Chegou a sete jogos sem vencer e ocupava a décima terceira posição na tabela.
Um ano se passou. O Athletico está na Série A, na terceira colocação no Brasileirão e com 40 pontos em 22 jogos, ostenta a melhor campanha da história do clube nos pontos corridos na elite nacional.
Mas qual a relação entre os dois momentos? Entre os dois meses em cada um dos anos?
Pra começar a responder, precisamos lembrar que os dois momentos têm o técnico Odair Hellmann no comando.
Treinador mais longevo do Furacão desde o campeoníssimo Tiago Nunes em 2019, o Papito comandou a reviravolta na Segundona com doze vitórias nos últimos 16 jogos rumo ao acesso.
Agora, faltam 16 jogos pro fim do Brasileirão. O sonho de voltar à Libertadores após três temporadas ausente virou uma possibilidade real.
A eliminação vexatória com goleada para o Vitória na Copa do Brasil (também em agosto), foi um duro golpe capaz de tirar o time dos trilhos.
Mas, assim como fez um ano atrás, Hellman confiou nas suas convicções. Nada de desmoralizar o elenco e muito menos criticar alguém individualmente.
O goleiro e capitão Santos, por exemplo, foi escolha para retomar a titularidade no pior momento de 2025. E mesmo que tenha falhado duas vezes decisivamente na eliminação da Copa do Brasil pro Vitória, nada de cogitar tirá-lo da meta.
A força e a gestão do grupo também fazem parte do estilo de trabalho do Papito. E qualquer vacilo em tal condução pode atrapalhar na sequência do time que não perde há sete rodadas no Brasileiro.
Qual será o destino do Furacão até o fim do ano? Ninguém sabe com certeza, mas que as medidas do técnico em dois agostos distintos podem ser decisivas.


