O levantamento de junho do Paraná Pesquisas sobre a corrida pelo Senado no Estado mostra um cenário de disputa acirrada para as eleições de outubro. O ex-governador e ex-senador Alvaro Dias (MDB) segue numericamente à frente, mas a diferença para o segundo colocado, Deltan Dallagnol (Novo), diminiu em relação a maio. Vale lembrar que, este ano, os paranaenses vão eleger dois representantes para a Câmara Alta do Congresso brasileiro.
Dias lidera com 37,7% das intenções de voto, uma leve redução em relação aos 39,3% do mês anterior. Dallagnol oscilou para cima, de 26,1% para 28,1%. Com o ex-procurador da Lava Jato, estão empatados tecnicamente na segunda colocação do levantamento a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT), que manteve 25,2%; o deputado federal Filipe Barros (PL), que subiu levemente de 23,6% para 24,2%; e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), que subiu de 22,4% para 23,4%.
Na sequência, aparecem a jornalista Cristina Graeml (PSD), que caiu de 14,5% para 13,1%; o ex-deputado federal Dr. Rosinha (PT), pela primeira vez na pesquisa e com 7,6%; e o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos), que subiu de 3,1% para 3,5%.
Neste primeiro cenário estimulado, quando é apresentada uma lista de pré-candidatos ao entrevistado, os que não sabem ou não opinaram foram 4,9% em junho, contra 7,3% que disseram que não votariam em nenhum, em branco ou nulo.
Cenário estimulado ao Senado sem Alvaro Dias
O Paraná Pesquisas de junho também repete aos eleitores um cenário do levantamento sem Alvaro Dias. No final de maio, a colunista Bela Megale, do jornal O Globo, afirmou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) ofereceu ao ex-senador a coordenação de sua campanha na Região Sul. A intenção do pré-candidato à Presidência ao tirar Dias da disputa é abrir caminho para seus candidatos no Paraná: Deltan Dallagnol e Filipe Barros.
Sem Alvaro Dias, a disputa passa a ter um empate técnico quádruplo na liderança. Deltan Dallagnol aparece à frente, variando 29,3% a 30,5%. Ele é seguido por Filipe Barros, que manteve os 30% de maio; Alexandre Curi, que subiu de 27,3% para 28,9% em junho; Gleisi Hoffmann, com variação de 27,4% para 27,9%.
Na sequência, aparecem Cristina Graeml, que desceu de 17,6% para 14,4%, Dr. Rosinha, que não era citado em maio e pontuou em 11,6%, e Hauly, que subiu levemente de 4,5% para 4,7%.
No segundo cenário, 6% disseram que não sabem ou não opinaram, com 8,8% dizendo não votariam em nenhum, em branco ou nulo.
A pesquisa espontânea ao Senado
O Paraná Pesquisas também fez um levantamento de voto espontâneo, quando nenhuma lista de pré-candidatos é apresentada ao eleitor. Veja os resultados
- Deltan Dallagnol (Novo) – 4,3%
- Gleisi Hoffmann (PT) – 2,4%
- Alvaro Dias (MDB) – 1,7%
- Alexandre Curi (Republicanos) – 1,6%
- Filipe Barros (PL) – 1,3%
- Cristina Graeml (PSD) – 0,4%
- Hauly (Podemos) – 0,1%
- Outros nomes citados – 0,6%
- Não sabe/não opinou – 82,5%
- Ninguém/branco/nulo – 5,1%
A rejeição na disputa pelas vagas de senador
O levantamento também questionou os eleitores sobre em quem eles não votariam “de jeito nenhum”. Veja os resultados:
- Gleisi Hoffmann (PT) – 45,1%
- Dr. Rosinha (PT) – 12,1%
- Alvaro Dias (MDB) – 12%
- Deltan Dallagnol (Novo) – 11,7%
- Filipe Barros (PL) – 7,9%
- Cristina Graeml (PSD) – 7%
- Hauly (Podemos) – 6,7%
- Alexandre Curi (Republicanos) – 6,4%
- Não sabe/não opinou – 14,5%
- Poderia votar em todos – 7,2%
Dados obrigatórios da pesquisa
O levantamento do Paraná Pesquisas (CNPJ: 81.908.345/0001-40) foi encomendado pelo Partido Liberal (CNPJ: 08.517.423/0001-95) e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-06978/2026. Foram feitas 1.500 entrevistas em 56 municípios, entre os dias 7 e 9 de junho, de forma presencial. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um intervalo de confiança de 95%. O valor registrado de custo é R$ 135.900.


