A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) vai griar um grupo de trabalho para a intensificar a fiscalização sobre a atuação de motoristas que oferecem transporte clandestino em aeroportos e rodoviárias. A força-tarefa terá participação tanto de membros dos comandos da Polícia Militar (PM) e da Polícia Civil.
A criação do grupo ocorreu após a realização de uma reunião na segunda-feira (18) de autoridades da segurança do Paraná com representantes de sindicatos e associações de taxistas e motoristas de aplicativos. O objetivo foi ouvir as demandas da categoria sobre o problema do transporte clandestino e discutir soluções para a segurança tanto de profissionais quanto dos usuários.
O transporte clandestino em pontos de grande aglomeração de usuários é o oferecido por motoristas irregulares, os que não são cadastrados em aplicativos ou incluídos no serviço de táxi. A criação do grupo ocorre após a repetição de brigas entre prestadores regulares e clandestinos no Aeroporto Afonso Pena, na RMC, que serve à Grande Curitiba.
No entanto, segundo o secretário da Segurança Pública, Saulo de Tarso Sanson, o problema se estende pelo Estado, ocorrendo em vários municípios.
“Criamos um grupo de trabalho para identificar os problemas e apontar soluções. Vamos promover ações integradas de fiscalização urbana, lideradas pela Polícia Militar com ações preventivas e repressivas para coibir irregularidades. Iremos formalizar todos os encaminhamentos com órgãos da Segurança Pública, prefeituras, Procon, sindicatos e aeroportos e rodoviárias, através de um grupo multidisciplinar”, afirmou o secretário.
Também estiveram presentes representantes do Procon/PR, do Detran/PR, da Polícia Federal, das prefeituras de Curitiba, Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais e de sindicatos de taxistas da capital e do interior.
Categorias apontam que clandestinos colocam a população em risco
Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas do Estado do Paraná (Sinditaxi), Djalma Rodrigues, a criação de um grupo de trabalho é positiva para a categoria. “Queremos eliminar o transporte clandestino, que não está em plataformas de aplicativo e coloca a população em risco”, afirmou.
Para a presidente do Sinditaxi de Foz do Iguaçu, Alice Brandão, o risco à segurança dos passageiros é prioridade. “Os sindicatos não estão contra a mobilidade urbana, queremos preservar o respeito às categorias que a fazem de forma regular e profissional”, explicou.
Com informações da Agência Estadual de Notícias


