O Museu Paranaense inaugurou neste domingo (1º) a exposição “Vitrine Panfletária”, do artista pernambucano Elilson. A obra é resultado de uma performance promovida pelo artista nas ruas de Curitiba, já desenvolvida também em outras seis cidades: Rio de Janeiro, Recife, São Paulo, Porto Alegre, Buenos Aires e Cidade do México.
Na ação, Elilson caminha pela cidade em busca de panfleteiros e, a partir desses encontros, permeados por trocas dialógicas, solicita que cada trabalhador fixe em sua roupa o anúncio que está sendo distribuído.
O efeito da performance configura-se em uma espécie de escultura discursiva, que arquiva a diversidade de anúncios e ofertas acumuladas por um pedestre ao caminhar pelo centro urbano. O trabalho resulta ainda em uma crônica assinada pelo artista, que foi apresentada ao público no dia da abertura.
Este é o terceiro projeto selecionado pelo V Edital de Ocupação do Espaço Vitrine. Nesta edição, com o tema “Boca de Arquivo”, a campanha propôs refletir sobre os arquivos como espaços de reelaboração dos limites éticos, históricos, políticos e sociais na construção de narrativas.
Desde a primeira edição, de 2020, o edital já contemplou doze artistas, pesquisadores e coletivos interdisciplinares de diferentes cidades do País.
O Espaço Vitrine está situado em um ambiente de ligação entre os edifícios do museu, e assemelha-se a uma grande janela transparente e permeável ao entorno.
Elilson (Recife, 1991) é artista, pesquisador e professor. Doutorando em Artes Visuais na USP com período de intercâmbio na Unam (Cidade do México), é mestre em Artes da Cena pela UFRJ e graduado em Letras pela UFPE. Pesquisa principalmente interrelações entre arte da performance e mobilidade urbana, compondo ações, instalações, crônicas, relatos e exposições orais.
Com informações da Agência Estadual de Notícias


