Na coluna anterior, destacamos a importância da governança regional e como a integração entre municípios amplia o impacto do turismo nos destinos. Ao final, trouxemos um ponto essencial: a necessidade de aprofundar o olhar sobre os diferentes tipos de turismo e seu papel na cadeia produtiva.
Dando sequência a essa reflexão, iniciamos essa jornada pelos principais segmentos do turismo e começamos pelo turismo de negócios e eventos.
Embora esse tema já tenha sido abordado anteriormente, retomamos esse ponto por uma razão estratégica: trata-se de um dos principais motivadores de fluxo turístico no Paraná, com forte capacidade de geração de impacto econômico imediato e de articulação com outros segmentos.
E o momento não poderia ser mais oportuno. Nesta semana, Curitiba vive na prática essa dinâmica com a realização do Smart City Expo Curitiba, reunindo participantes de diversas regiões e colocando a cidade, mais uma vez, em evidência no cenário nacional e internacional.
Mas o impacto de um evento como esse vai muito além dos números imediatos. O turismo de negócios ativa uma cadeia produtiva ampla: hotéis, restaurantes, transporte, montagem de estruturas, tecnologia, comunicação, serviços terceirizados. É um segmento que gera emprego, renda e movimenta diferentes setores de forma simultânea e estruturada. Ainda assim, existe um ponto que precisa ser melhor explorado.
Grande parte desses visitantes permanece na cidade apenas o tempo necessário para cumprir sua agenda profissional. Chegam próximos ao início do evento e partem logo após o encerramento.
E é aqui que mora uma das maiores oportunidades para os destinos. Como transformar esse visitante em alguém que permanece mais tempo? Como ampliar sua experiência? Como fazer com que ele consuma mais e, principalmente, leve uma percepção mais completa da cidade?
A resposta passa, inevitavelmente, pela conexão com o turismo de lazer. Quando essa integração acontece de forma estratégica, o impacto na cadeia produtiva se multiplica. Não se trata apenas de aumentar o número de visitantes, mas de ampliar o valor gerado por cada um deles.
Um dia a mais de permanência representa mais refeições, mais deslocamentos, mais visitas a atrativos, mais consumo no comércio local. Mas, para que isso aconteça, não basta ter atrativos. É preciso organizá-los, comunicá-los e integrá-los à jornada do visitante desde o momento em que ele decide participar do evento.
E aqui retomamos um ponto fundamental da coluna anterior: a governança. Sem articulação entre os diferentes atores: poder público, entidades, setor privado e organizadores de eventos essa conexão dificilmente acontece de forma eficiente.
Por outro lado, quando há alinhamento, o turismo de negócios deixa de ser um fluxo passageiro e passa a ser um indutor de desenvolvimento mais amplo, beneficiando não apenas a cidade-sede, mas toda a região.
Curitiba já demonstra sua força na atração de eventos. O próximo passo e talvez o mais estratégico é transformar esses eventos em experiências completas. Porque, no fim, não se trata apenas de receber bem. Trata-se de fazer com que o visitante queira ficar mais.
E é a partir dessa lógica que avançamos para o próximo olhar: como o turismo de lazer pode potencializar o turismo de negócios e ampliar ainda mais seu impacto na cadeia produtiva abrindo caminho, na sequência, para outros segmentos igualmente relevantes, como o turismo religioso, de aventura, de incentivos e de saúde.
Texto construído com apoio de inteligência artificial, refletindo o uso responsável da tecnologia como ferramenta de apoio à comunicação e à análise estratégica.


