A eleição de um novo governador abre espaço para novas ideias, projetos e perspectivas para o Paraná. Com a eleição de Sérgio Moro no primeiro turno, inicia-se um novo ciclo político no Estado e, com ele, a oportunidade de consolidar avanços e ampliar o potencial de desenvolvimento de diferentes setores da economia. Entre eles está o turismo, uma atividade que precisa ser compreendida cada vez mais como estratégia de desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento dos municípios paranaenses.
É nesse contexto que proponho uma reflexão ao novo governo: a importância de manter e fortalecer a estrutura construída na Secretaria de Estado do Turismo e no Viaje Paraná, garantindo condições para que o trabalho desenvolvido tenha continuidade e possa avançar.
Nos últimos anos, o turismo paranaense ganhou espaço na agenda pública e ampliou sua presença nas estratégias de promoção de destinos. Esse trabalho envolve articulação institucional, participação em mercados estratégicos, aproximação com o setor privado e construção de relacionamentos que demandam tempo para gerar resultados.
Promover um destino não é uma ação pontual. A participação em feiras, a aproximação com operadores e agentes de viagens, o relacionamento com companhias aéreas, a captação de eventos e a presença em mercados nacionais e internacionais fazem parte de um processo contínuo. Os resultados nem sempre são imediatos, pois dependem da maturação de oportunidades, da competitividade dos destinos e da capacidade de transformar contatos em negócios, visitantes e investimentos.
Por isso, a cada mudança de governo, é fundamental compreender que o turismo não pode começar novamente do zero. Novas prioridades podem ser estabelecidas, projetos podem ser aperfeiçoados e estratégias podem evoluir, mas o conhecimento acumulado, as relações construídas e a capacidade de execução precisam ser considerados nesse processo. Interromper iniciativas sem uma avaliação consistente de seus resultados pode significar desperdiçar tempo, recursos e oportunidades.
A Secretaria de Estado do Turismo (Setur) e o Viaje Paraná possuem atribuições complementares nessa construção. À Secretaria cabe, entre outras responsabilidades, formular e implementar políticas públicas para o setor, planejar ações e articular o desenvolvimento turístico estadual. O Viaje Paraná, por sua vez, tem como finalidade a promoção comercial dos destinos, produtos e serviços turísticos paranaenses. Preservar a capacidade de atuação dessas instituições é importante para conectar políticas públicas, planejamento e oportunidades de mercado.
Mas a discussão precisa ir além da continuidade dessa estrutura. O turismo também deve ser reconhecido como uma atividade transversal, que dialoga com diferentes áreas da administração pública e pode contribuir para objetivos que ultrapassam os limites do próprio setor.
O desenvolvimento turístico está relacionado à infraestrutura, aos transportes, à cultura, ao esporte, ao meio ambiente, à agricultura, à indústria, à tecnologia, à inovação e ao desenvolvimento econômico. Essa conexão abre espaço para uma atuação integrada entre as secretarias estaduais, com planejamento conjunto, compartilhamento de informações e construção de projetos que aproveitem as diferentes competências do governo.
Uma melhoria na infraestrutura pode ampliar o acesso a um destino. A valorização da produção local pode fortalecer o turismo rural e gastronômico. A integração entre tecnologia e turismo pode gerar novos produtos e experiências. A articulação com áreas ligadas à economia e às relações internacionais pode contribuir para atrair eventos, investimentos e visitantes. São possibilidades que precisam ser identificadas e trabalhadas de forma coordenada, respeitando as atribuições de cada área e as necessidades de cada região.
Para que isso aconteça, é necessário criar mais espaços de diálogo entre o turismo e as demais secretarias, aproximando gestores públicos, municípios, entidades representativas e iniciativa privada. Muitas oportunidades não se concretizam por falta de articulação, e uma agenda compartilhada pode ajudar a transformar iniciativas isoladas em projetos com maior alcance e resultados mais consistentes.
Outro ponto essencial é a valorização do conhecimento técnico. O turismo possui características próprias, envolve uma ampla cadeia produtiva e está inserido em um mercado competitivo, no qual planejamento, promoção, conectividade, qualificação e inteligência de mercado fazem diferença. Precisamos de profissionais que conheçam o setor, compreendam suas particularidades e tenham capacidade de planejar, articular e executar políticas e ações de longo prazo.
Isso não significa impedir a renovação ou a chegada de novas lideranças. Uma nova gestão pode trazer outras perspectivas, questionar práticas existentes e aprimorar o que for necessário. O importante é que as decisões sejam orientadas por critérios técnicos, avaliação de resultados e compreensão das necessidades do setor, e não apenas pela mudança de gestão.
O Paraná reúne diferentes possibilidades de desenvolvimento turístico. Destinos consolidados convivem com regiões que ainda precisam estruturar sua oferta, ampliar sua divulgação e conquistar espaço no mercado. Turismo de negócios e eventos, gastronômico, rural, religioso, de natureza e de inovação são alguns dos segmentos que podem contribuir para diversificar a economia e ampliar as oportunidades nos municípios.
Para transformar esse potencial em resultados, entretanto, não basta ter atrativos. É necessário estruturar produtos turísticos, melhorar a infraestrutura, qualificar serviços, integrar os municípios e desenvolver estratégias de promoção compatíveis com cada mercado. Também é importante acompanhar indicadores que permitam avaliar os resultados das ações e orientar decisões futuras.
Quando o turismo é planejado de forma integrada, seus benefícios podem alcançar empresas de diferentes portes, pequenos empreendedores, produtores locais, meios de hospedagem, restaurantes, transportadores e prestadores de serviços. É uma atividade capaz de movimentar economias locais e criar oportunidades em municípios que nem sempre estão entre os destinos mais conhecidos.
Ao novo governador e à equipe que assumirá a condução do Estado, fica uma reflexão: manter e fortalecer uma estrutura dedicada ao turismo não significa simplesmente dar continuidade ao trabalho de uma gestão anterior. Significa reconhecer que o desenvolvimento turístico exige conhecimento, planejamento, articulação e tempo para produzir resultados.
Que o novo governo tenha a oportunidade de avançar a partir do que já foi construído, fortalecendo a Secretaria de Estado do Turismo e o Viaje Paraná, valorizando profissionais técnicos e promovendo maior integração entre as diferentes áreas da administração pública.
O turismo precisa ser tratado como uma política de Estado, com objetivos de longo prazo, capacidade de adaptação e compromisso com resultados. Mais do que promover destinos, precisamos conectar setores, aproximar instituições e transformar o potencial turístico do Paraná em desenvolvimento para suas regiões e sua população.
Porque o turismo não se constrói em um mandato. Constrói-se com estratégia, conhecimento, articulação e continuidade.
Texto construído com apoio de inteligência artificial, refletindo o uso responsável da tecnologia como ferramenta de apoio à comunicação e à análise estratégica.


