Odair Hellmann, o Papito, completou um ano no comando técnico do Athletico. Um feito para poucos no Furacão. Desde o campeoníssimo Tiago Nunes, entre 2018 e 2019, ninguém atingia tal marca.
As relações com uma diretoria autoritária e pouco afeita a atender a pedidos de treinadores por reforços, não são nada simples. Mas, Odair tirou tudo de letra desde o início.
Chegou com o time na segunda página da Série B. Nunca desistiu de acreditar no acesso e mesmo depois de um início turbulento, arrancou para 12 vitórias nos últimos 16 jogos da B, garantindo o retorno à elite.
Com a mesma base do segundo turno de 2025, está fazendo o improvável na Série A. Em 16 rodadas, colocou o Athletico na quinta colocação do Brasileirão. Principalmente resgatando a força de vencer em casa, faltando só duas rodadas para a parada da Copa do Mundo, vai tirando nota altíssima na meta de reposicionar o Rubro-Negro na parte de cima dos classificados.
Dias desses, me perguntaram qual era a nota do trabalho do Papito. Respondi que só não era 10 por ter vacilado na semifinal do Paranaense contra o Londrina. Nada que impactasse os principais objetivos do ano nas competições nacionais.
Ao menos por ora, nem o jeito explosivo à beira do campo e algumas rusgas em entrevistas coletivas foram capazes de arranhar a imagem de Odair. Driblando as limitações de um elenco cheio de falhas, o desafio de manter o Furacão em alta até o fim da temporada segue. E pra isso três a quatro reforços na janela do meio do ano são fundamentais.
Aliás, se conseguir seguir no comando do Athletico até dezembro, Odair Hellmann vai atingir mais um feito histórico. Desde 1982 com Geraldino Damasceno, o clube não mantém o mesmo técnico de janeiro a dezembro – um feito realmente para poucos.


