O ex-prefeito de Curitiba e secretário de Desenvolvimento Sustentável do Paraná, Rafael Greca, anunciou nesta quinta-feira (19) sua filiação ao MDB e pré-candidatura ao Governo do Paraná. Com o movimento, ele deixa o “ninho” do PSD, comandando por Carlos Massa Ratinho Junior, onde era um dos cotados a ter o apoio do governador na disputa pelo Palácio Iguaçu.
Em post nas duas redes sociais (assista abaixo), Greca fez um discurso de apaziguação, relativizando a saída e ressaltando que seguirá trabalhando pela pré-candidatura de Ratinho Junior à Presidência da República – o paranaense é um dos três nomes do PSD cotados para a eleição ao Palácio do Planalto.
“Eu aceito com alegria a indicação que me faz o Movimento Democrático Brasileiro. Eu convoco todas as forças vivas da política do Paraná”, afirmou o ex-prefeito ao lado do presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi (SP) e o presidente estadual, o deputado federal Sérgio Souza.
“E também agradeço muito ao PSD, o meu partido anterior. É essa trajetória tão linda que juntos nós construímos, inclusive com as duas vitórias na Prefeitura de Curitiba. Eu mudo para permanecer. Para permanecer ao lado do nosso candidato à Presidência da República, governador Carlos Massa Ratinho Júnior”, amenizou, para logo após assinar a ficha de filiação ao MDB.
A saída de Greca prenuncia que a escolha de Ratinho Junior, de quem será o candidato do seu grupo político na sucessão, está próxima. Agora, restaram o secretário das Cidades, Guto Silva, e o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi – ambos do PSD.
Embora exista preferência pelo nome de Silva, o mau desempenho dele nas pesquisas tem feito aliados do governador buscarem outros nomes. Já Curi enfrenta resistência dentro do grupo e pode ter que migrar de partido para levar adiante o plano de disputar o Palácio Iguaçu. O destino mais provável seria o Republicanos.
Todas as decisões sobre mudanças de partidos no pleito deste ano precisam ser tomadas até o dia 4 de abril. A data, seis meses antes do primeiro turno, é o limite para que os interessados em concorrer estejam nos partidos pelos quais vão disputar as eleições.


