Em meio a uma crescente pressão para que o partido faça uma escolha e rumores sobre o nome escolhido, a Band irá promover um debate entre os presidenciáveis do PSD na noite de domingo (15), no programa Canal Livre, a partir das 22h. Os governadores do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, de Goiás, Ronaldo Caiado, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, vão à TV e disputarão a audiência dos brasileiros com a cerimônia de premiação do Oscar, que começa às 20h.
O partido de Gilberto Kassab, um dos negociadores mais hábeis da política brasileira, mantém o suspense em torno de quem será o candidato do PSD na disputa pela Presidência em outubro. Na ocasião da filiação de Caiado, que veio do União Brasil, os três fizeram uma fala conjunta destacando que, quem quer que fosse escolhido, teria o apoio dos demais.
A expectativa pela decisão tende a esquentar e já foi divulgado até um prazo máximo para que a escolha seja anunciada: o final de março. Há rumores de que o escolhido seria Ratinho Junior, porém ele nega e diz que segue trabalhando nas agendas como governador. “E espera com tranquilidade e muito respeito ao demais concorrentes, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite, que o partido oficialize no momento oportuno o candidato a presidente da legenda”, disse por meio de nota oficial.
No entanto, a indefinição do PSD provoca movimentos do principal pré-candidato à Presidência no espectro da direita. Segundo apuração da Folha de S.Paulo, o senador Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo pai, Jair, para a disputa, teria exigido o apoio de Ratinho Junior na corrida pelo Palácio do Planalto, em troca de não apoiar adversários do governador na disputa pela sucessão do Governo do Paraná.
A possibilidade de o PL oferecer abrigo ao senador Sergio Moro (União Brasil), que enfrenta dificuldades para lançar a candidatura dentro da federação com o Progressistas, não é novidade, sendo cogitada em fevereiro e negada pelo ex-juiz da Lava Jato. Mas, o tempo está passando e Moro segue com problemas para convencer os aliados, em especial a família Barros, que comanda o Progressistas no Paraná.
A (suposta) oferta de Flávio Bolsonaro para Ratinho Junior, embora negada pelo paranaense, só aumenta o entrelaçamento das articulações da campanha presidencial com as para o Governo do Paraná. No front doméstico, o governador tem desafios para manter o PSD unido, com o dilema da escolha entre três possíveis candidatos. Seu favorito não decolou nas pesquisas, enquanto Sergio Moro as lidera com folga – e agora com possibilidade de ter o PL como casa para a disputa.
Em meio a reuniões a portas fechadas e o debate público na TV, é fato que a janela de escolha para todos os envolvidos nas articulações está se fechando. E restam importantes decisões a serem tomadas.
Quem será o candidato do PSD à Presidência e ao Governo do Paraná? Moro vai se filiar ao PL (ou talvez, quem sabe, o Novo) para concorrer ao Palácio Iguaçu? Se preterido ao Palácio do Planalto, Ratinho Junior será candidato a Senador? Se rejeitados pelo PSD, Alexandre Curi (presidente da Assembleia) e Rafael Greca (secretário do Desenvolvimento Sustentável) saem do partido para buscar um lugar ao sol na disputa pelo governo?
O eleitor – no caso, especialmente o paranaense – aguarda essas respostas. E o jogo político inicial para a eleição de outubro dá uma pequena mostra de quão brutal e complicada deverá ser a campanha de 2026.
Dados obrigatórios da pesquisa
O levantamento citado neste texto é do Paraná Pesquisas, foi contratado pelo Partido Liberal (PL) e registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-06254/2026. A pesquisa foi feita com 1.500 eleitores, entrevistados de forma pessoal, domiciliar e presencial entre os dias 1º e 4 de março, em 55 municípios do Paraná. A margem de erro foi calculada em 2,6 pontos percentuais, dentro de um intervalo de confiança de 95%.


