Damos boas-vindas a 2026 com a sensação de que este não será apenas mais um ano no calendário. Entre feriados, eventos e datas estratégicas, também vivemos um ano de eleições e isso nos convida a refletir sobre como o turismo é tratado como política pública no Paraná
O turismo não acontece por acaso. Ele responde a decisões, prioridades e à forma como o poder público escolhe se organizar. Ao olharmos para 2026, com seus feriados bem distribuídos e uma agenda repleta de possibilidades, o Paraná se vê diante de uma oportunidade importante: fortalecer o turismo como política pública integrada entre Estado e municípios.
Feriados criam movimento. Eventos organizam esse movimento. Mas é a coordenação entre as esferas de governo que transforma o fluxo em impacto consistente. Em um Estado diverso como o Paraná, onde destinos se complementam em poucas horas de deslocamento, essa integração se torna ainda mais relevante.
Os municípios têm papel fundamental na criação de experiências. São eles que estruturam programações, mobilizam o comércio local, ativam espaços públicos e criam identidade. Já o Estado atua como articulador, conectando destinos, apoiando a promoção, fortalecendo a infraestrutura e ampliando o alcance das ações locais. Quando essas funções caminham juntas, o turismo ganha escala e consistência.
O calendário de 2026 oferece um cenário favorável para esse alinhamento. Feriados prolongados e datas comemorativas podem estimular viagens regionais, aumentar o tempo de permanência dos visitantes e distribuir melhor os fluxos turísticos ao longo do ano. Para isso, planejamento antecipado e diálogo contínuo são essenciais.
Essa lógica está alinhada a conceitos já discutidos nesta coluna, como Destinos Turísticos Inteligentes (DTI). Um destino inteligente utiliza dados, planejamento e governança para organizar sua oferta turística, beneficiando tanto visitantes quanto moradores. Eventos bem posicionados no calendário, quando pensados de forma integrada, cumprem exatamente esse papel.
Há também um componente importante de Soft Power, também com um texto exclusivo na coluna sobre esse tema. Experiências culturais e eventos bem estruturados projetam uma imagem positiva do destino, fortalecem sua reputação e constroem narrativas que permanecem ao longo do tempo. Quando essa construção é compartilhada entre Estado e municípios, o resultado é uma imagem mais coerente e forte do Paraná no cenário nacional.
Em um ano de eleições, esse debate ganha ainda mais relevância. Não como pauta eleitoral, mas como reflexão sobre continuidade, planejamento e visão de futuro. O turismo se beneficia quando políticas bem-sucedidas são mantidas, aprimoradas e integradas, independentemente de ciclos políticos.
O desafio, portanto, não está apenas em aproveitar os feriados de 2026, mas em usar o calendário como ferramenta de organização, cooperação e desenvolvimento. O Paraná tem vocação, diversidade e capacidade para isso. O caminho passa pela integração, pelo diálogo e por escolhas que valorizem o turismo como vetor econômico, social e cultural.
Quando Estado e municípios caminham juntos, o turismo deixa de ser ação pontual e se consolida como estratégia. E é dessa forma que o calendário se transforma em oportunidade e o planejamento em legado.
Texto construído com apoio de inteligência artificial, refletindo o uso responsável da tecnologia como ferramenta de apoio à comunicação e à análise estratégica.


