A Prefeitura de Curitiba anunciou que realizou, na última sexta-feira (9), a primeira internação involuntária de uma pessoa em situação de rua na cidade. Segundo a administração da capital, a medida foi tomada com base na em uma portaria publicada em dezembro de 2025.
Segundo a prefeitura, as normas do texto estabelecem critérios e procedimentos para o internamento involuntário de pessoas com transtornos mentais, associados ou não ao uso abusivo de álcool e outras drogas, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) da capital.
Ainda de acordo com a administração municipal, a ação foi conduzida por equipes da Secretaria Municipal da Saúde, da Fundação de Ação Social (FAS) e da Guarda Municipal.
A pessoa internada é uma mulher em situação de rua que apresentava quadro grave de desorientação, agitação e confusão, circulando entre veículos na Avenida Comendador Franco, conhecida como Avenida das Torres. Ela estaria intoxicada pelo uso de drogas ilícitas e, segundo a prefeitura, colocava em risco a própria vida e a segurança de quem transitava pela região.
A paciente foi encaminhada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) à Unidade de Estabilização Psiquiátrica Irmã Dulce, onde ela passará por processo de desintoxicação e estabilização clínica, antes da internação em leito de Saúde Mental.
A primeira abordagem à moradora de rua foi realizada pela equipe do Consultório na Rua (CR), que identificou a necessidade de estabilização clínica, mesmo diante da recusa da paciente em aceitar atendimento.
A prefeitura informa que equipes da FAS e da Guarda Municipal acompanharam a ação, dando suporte para a segurança das equipes de saúde.
A administração do município informa, ainda, que a internação involuntária é uma alternativa terapêutica prevista na Política Nacional de Saúde Mental, conforme a Lei nº 10.216/2001, e deve ser utilizada apenas em situações específicas, mediante critérios rigorosos e com a decisão cabendo exclusivamente a um profissional médico.
Com informações da Prefeitura de Curitiba


