Por 4×3 votos, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba decidiu, nesta segunda-feira (7), arquivar a representação contra o vereador Eder Borges (PL) por suspeita de nepotismo. Votaram pelo arquivamento do processo os vereadores Bruno Secco (PMB), Guilherme Kilter (Novo), Rafaela Lupion (PSD) e Toninho da Farmácia (PSD). Votaram pelo andamento do processo os vereadores Ângelo Vanhoni (PT), Laís Leão (PDT) e Lórens Nogueira (PP).
O acusado, Eder Borges(PL), e a autora da representação, Giorgia Prates (PT), que também integram o Conselho, não participaram da votação. O suplente de Borges, Olimpio Araujo Junior (PL), declarou-se suspeito para participar e também não votou. O vereador Hermani (Republicanos) não estava presente.
Entre os parlamentares que defenderam a continuidade da investigação, o argumento era de que o próprio corregedor havia indicado em seu parecer que havia indícios de uma conduta inadequada e que uma investigação mais aprofundada seria capaz de sanar todas as dúvidas. Do outro lado, a justificativa para o arquivamento era de que Borges trouxe provas contundentes em sua defesa prévia de que não praticou nepotismo.
A denúncia de Giorgia Prates foi feita com base em uma reportagem do The Intercept Brasil, segundo a qual o vereador Eder Borges nomeou a filha de Andreia Gois Maciel, com quem teria um relacionamento, como sua chefe de gabinete. Victoria Maciel de Almeida continua na equipe do vereador, com salário de R$ 17.685,33.
Em sua defesa prévia, porém, o vereador negou que exista qualquer relação além de profissional com Andreia Gois Maciel, embora existam posts em redes sociais em que ele a apresenta como namorada. Segundo Eder Borges, ela é contratada de um escritório que presta assessoria jurídica ao seu mandato. No entanto, Maciel se apresenta como psicóloga e não tem inscrição ativa na Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Paraná (OAB-PR).


