O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, Gugu Bueno (PSD), leu, na sessão plenária desta segunda-feira (5), um ofício do Tribunal de Justiça (TJ-PR) informando o recebimento de denúncia contra o deputado estadual Ricardo Arruda (PL) por associação criminosa, peculato e tráfico de influência. Denunciado pelo Ministério Público (MP-PR), o caso decorre de uma acusação de que o parlamentar supostamente cobraria dinheiro de policiais militares afastados por indisciplina para conseguir a readmissão deles ao efetivo.
O comunicado ao Poder Legislativo é uma exigência constitucional para a abertura de processos contra parlamentares no exercício do mandato e a Assembleia tem, ainda, a prerrogativa de sustar, via resolução, o andamento da ação.
Para isso, é necessária a apresentação de um Projeto de Resolução por, pelo menos, um dos partidos com representação parlamentar e sua aprovação pela maioria do plenário. Após a comunicação pelo TJ, a Assembleia tem 45 dias para realizar a sustação do processo. Caso contrário, Arruda torna-se réu.
Em fala na tribuna pós-comunicação do recebimento da denúncia, o parlamentar do PL afirmou que não quer a suspensão do processo via resolução. E que vai provar sua inocência na Justiça.


