O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez um apelo para que a jornalista Cristina Graeml (PSD) não seja candidata ao Senado nas eleições 2026. Segundo ele, a colocação do nome dela na disputa representaria uma divisão de votos dentro do mesmo espectro político e poderia favorecer a vitória de um candidato de esquerda.
Em entrevista do Jornal da Manhã da Jovem Pan News, Flávio disse que já conversou com a jornalista e expôs o risco que a candidatura dela representa. No Paraná, o PL do pré-candidato tem como nome ao governo estadual o senador Sergio Moro. A chapa ao Senado é formada pelo bolsonarista de carteirinha deputado federal Filipe Barros (PL) e pelo “recém-bolsonarista” ex-procurador Deltan Dallagnol (Novo).
“Ela [Cristina Graeml] mantendo a candidatura dela ao Senado, isso pode colocar o risco de que o Paraná acabe colocando um senador da esquerda, elegendo um senador da esquerda, se houver essa divisão. Então, mais uma vez, se puder fazer um um apelo público aqui, que haja esse esse bom senso“, disse Flávio Bolsonaro aos jornalistas Rafaela Moron e Karlos Kohlbach.
Cristina Graeml migrou para o PSD do governador Carlos Massa Ratinho Junior no começo de abril. Embora a mudança tenha vindo sem um papel claro nas eleições deste ano, nos dois partidos anteriores (Podemos e União Brasil), ela se filiou anunciando que sua intenção era disputar o Senado.
O nome da jornalista também é cogitado para vice do recém-escolhido candidato do grupo político do governador ao Governo do Paraná, o ex-secretário de deputado federal Sandro Alex (PSD).
No cargo, ela poderia funcionar como um “antídoto bolsonarista”, semelhante ao que o vice-prefeito de Curitiba, Paulo Martins (então no PL) teve contra ela mesma na disputa pela capital em 2024, quando foi derrotada por Eduardo Pimentel (PSD).
Flávio diz que desavenças com Moro são coisa do passado
Questionado sobre os arranjos locais do PL no Paraná, Flávio Bolsonaro aproveitou para destacar que, na sua avaliação, as desavenças com Sergio Moro são coisa do passado. Em 2020, o ex-juiz deixou o cargo de ministro da Justiça acusando o então presidente Jair Bolsonaro de tentar interferir nos trabalhos da Polícia Federal (PF).
“O tempo mostrou que nunca houve tentativa de interferência do presidente Bolsonaro na Polícia Federal e nem em nenhum outro lugar. Naquele momento, foi uma uma saída complicada do Moro do governo do presidente Bolsonaro, mas o tempo passa, a gente amadurece, olha para a frente e entende da necessidade de união, de unidade em prol de um de um objetivo muito maior que é libertar o nosso País”, disse ele.
Além de Moro, Flávio destacou que o pré-candidato ao Senado pelo Novo, Deltan Dallagnol, que também fez “severas críticas” à família Bolsonaro e a ele próprio, está junto com sua candidatura nesse projeto de “resgate do Brasil”.


