O primeiro escalão do governo Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) perdeu 18 integrantes na semana final antes do prazo máximo de desincompatibilização para a disputa das eleições de 2026. Este ano, os interessados em disputar algum cargo nas urnas têm até o dia 4 de abril para deixarem os cargos, o que representa exatamente seis meses antes do primeiro turno, que será disputado em 4 de outubro
As exonerações foram publicas nos Diários Oficiais de terça-feira (31) e de quarta-feira (1º). Como a formação das chapas pode ser finalizada até 15 de agosto, prazo máximo para inscrição das candidaturas, alguns dos exonerados ainda não tem cargo definido na disputa.
Entre os que tem o caminho mais delineado, está o ex-prefeito Rafael Greca (MDB), por exemplo, que tem pré-candidatura anunciada ao Governo do Paraná. Enquanto isso, Guto Silva (PSD) ainda tenta viabilizar seu nome para ser o candidato de Ratinho Junior na disputa pelo Palácio Iguaçu. Confira abaixo todos os nomes que saíram do governo (por ordem alfabética):
- Alex Canziani (Inovação e Inteligência Artificial)
- Beto Preto (Saúde)
- Darlan Scalco (Chefe de Gabinete do governador)
- Do Carmo (Trabalho, Qualificação e Renda)
- Guto Silva (Cidades)
- Helio Wirbiski (Esporte)
- Hudson Leôncio Teixeira (Segurança Pública)
- Leandre Dal Ponte (Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa)
- Leonaldo Paranhos (Turismo)
- Luizão Goulart (Administração e Previdência)
- Márcio Nunes (Agricultura e Abastecimento)
- Marco Brasil (Indústria, Comércio e Serviços)
- Rafael Greca (Desenvolvimento Sustentável)
- Rogério Carboni (Desenvolvimento Social e Família)
- Sandro Alex (Infraestrutura e Logística)
- Ulisses Maia (Planejamento)
- Valdemar Jorge (Justiça e Cidadania)
- Santin Roveda (Detran)
Entre os exonerados, Hudson Leôncio Teixeira ganhou um cargo comissionado de assessor especial da Casa Civil (CCE-AE) com salário mensal de R$ 29.942, na prática o mesmo que recebia como secretário da Segurança.
Secretários também perdem “renda extra” em conselhos
Além de perderem os cargos no primeiro escalão, parte dos agora ex-integrantes do governo Ratinho Junior também perdeu o jeton, que são valores pagos por serviços prestados em razão da participação como representantes e conselheiros nas sessões de julgamento de conselhos e órgãos públicos do Paraná.
A prática é muito utilizada por governantes para aumentar a remuneração paga a secretários de Estado. No caso atual, os secretários exonerados participavam da Junta Administrativa de Recursos de Infrações (Jari) e do Conselho Estadual de Trânsito do Paraná (Cetran), ambos vinculados ao Detran.
Rogério Carboni, ex-secretário do Desenvolvimento Social e Família, era mebro do Jari e recebia R$ 6.503,20 por mês pelas participações, segundo os dados mais atuais disponíveis.
Já Beto Preto (Saúde), Hudson Leôncio Teixeira (Segurança Pública), Márcio Nunes (Agricultura e Abastecimento) e Sandro Alex (Infraestrutura e Logística) faziam parte do Cetran e recebiam R$ 7.783,84 por mês, segundo os dados mais atuais disponíveis.
Santin Roveda também fazia parte do Cetran, com a mesma remuneração, porém, como presidente do Detran, sua participação era esperada.


