A limitação técnica dos elencos como um todo é o principal entrave do momento para acreditar que a dupla Athletiba vai seguir na parte de cima da tabela por todo o Brasileirão.
A situação ficou clara na rodada do meio da semana. O Athletico perdeu duas peças importantes na defesa e foi facilmente superado pelo Bahia. O Coritiba perdeu duas peças entre o meio de campo e o ataque e não conseguiu vencer o Vasco.
Sem Esquivel e Arthur Dias para escalar, Odair Hellmann teve de apelar para o contestado Léo Pelé. A falta de ao menos um zagueiro a mais contratado na recém-fechada janela fez toda diferença.
O placar de 3 a 0 pode até ser exagerado pelo que foi o jogo, mas a derrota foi justa diante do Bahia que é candidato (este sim) a ficar o campeonato na parte de cima da tabela.
Praticamente ao mesmo tempo, no Couto Pereira, o Coritiba não teve o peso de uma derrota para o Vasco. Lutou muito para conseguir o empate, mas as ausências de Breno Lopes e Wallison cobraram o seu preço.
Assim como no rival, não há reservas no mesmo patamar. Lavega e principalmente Willian Oliveira não conseguem entregar o mesmo rendimento. Além disso, reservas como Keno e Fabinho também pouco têm agregado.
Considerando tais limitações, Athletico e Coritiba terem 16 e 14 pontos respectivamente em 27 possíveis, é considerado um início de Brasileirão muito bom.
Agora, se manter na parte cima, é outra história. São mais nove rodadas até a parada para Copa do Mundo e uma nova possibilidade de novas contratações. Até lá, os torcedores precisam torcer muito para poucas ausências de titulares sob o risco de uma drástica queda de rendimento.


