O Campeonato Brasileiro 2026 teve oito rodadas. E teve oito demissões de treinadores no período. A falta de convicção dos dirigentes ao contratar ou desenhar um perfil do que desejam causam as trocas em qualquer período de instabilidade.
É claro que cada caso é um caso. Os relatos de colegas de imprensa de Minas Gerais e do Rio de Janeiro são de que as situações de Tite, no Cruzeiro, e Fernando Diniz, no Vasco, eram insustentáveis.
Mas, uma demissão por rodada é demais. E ainda bem que nossos times não estão entrando nessa. Pelo contrário, Odair Hellmann, no Athletico, e Fernando Seabra, no Coritiba, estão com o moral em alta.
Mesmo com a derrota no Athletiba e com atuação bem inferior ao rival, Seabra construiu um crédito pela ideia de jogo que faz o Coxa ter o maior aproveitamento como visitante da competição nas oito primeiras rodadas.
O técnico alviverde está dirigindo pelo terceiro ano seguido uma equipe na Série A nacional (antes tinha passado por Cruzeiro e Bragantino), e parece maduro para encarar os desafios do Coxa no retorno à elite.
Hellmann tem um perfil diferente de Seabra. Menos acadêmico e mais explosivo à beira do campo e no dia a dia, está conseguindo um feito que é pra poucos no Furacão comandado por Mário Celso Petraglia: ficar no cargo de forma aparentemente duradoura.
Desde o campeoníssimo Tiago Nunes (2018-19), um treinador não completava dez meses no posto de técnico do Athletico. A campanha de parte de cima da tabela no início do Brasileirão vai dando a Hellmann uma confiança que não foi conquistada nem na arrancada para o acesso no ano passado.
Em ano de volta pra elite, Athletico e Coritiba estão na parte de cima da tabela. Será que terão gás pra seguir assim por mais 30 rodadas? Será que já provaram que podem mais do que luta contra o rebaixamento? Respostas que só o tempo trará. Mas, se há uma certeza, é que com os elencos que têm em mãos, Odair Hellmann e Fernando Seabra merecem aplausos pelo que construíram até o momento.


