Até o fim de 2030, o Aeroporto Regional de Maringá deve dobrar de tamanho. O crescimento será resultado de obras para reforma e ampliação do terminal de passageiros, assim como de modernização da torre de controle. A licitação foi assinada pelo governo federal na semana passada. Ao todo, o investimento, que integra o NovoPAC, será de R$ 129,1 milhões — R$ 100,4 milhões oriundos do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio di Fundo Nacional de Aviação Civil, e R$ 29,1 milhões aportados pelo governo estadual e pela prefeitura.
Com a ampliação, o terminal de Maringá, que tem cerca de 4 mil metros quadrados, passará a ter 8,5 mil metros quadrados, mais do que o dobro do tamanho atual. O projeto inclui a construção de pontes de embarque, instalação de totens de autoatendimento e implantação do sistema common use, que permite que diferentes companhias aéreas utilizem os mesmos balcões e equipamentos, tornando o atendimento mais rápido. A expectativa é de que o terminal passe a atender cerca de 1,3 milhão de pessoas, um aumento de capacidade de quase 50% em relação ao atual — em 2025, o aeroporto movimento cerca de 868 mil passageiros.

Estão previstas também a instalação de escadas rolantes e elevadores, novos espaços comerciais, como cafés, e uma sala multissensorial para acolher passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Além disso, todos os sistemas do prédio serão renovados, incluindo redes elétrica, hidráulica, climatização e prevenção contra incêndio. O projeto também prevê melhorias na infraestrutura, como reforma da cisterna, novos reservatórios de água para combate a incêndio e construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes.
As obras serão feitas em quatro etapas para que o aeroporto continue funcionando normalmente: reforma da área de embarque de veículos, ampliação do prédio do terminal, reforma da estrutura atual e modernização da área de desembarque, com novas esteiras de bagagem.
Além do terminal, a torre de controle do aeroporto também será reformada e receberá novos equipamentos de auxílio à navegação aérea. Durante as obras, uma torre provisória será instalada para garantir a continuidade das operações.
*Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.


