O senador Sergio Moro (União Brasil) passou a contar, a partir desta quarta-feira (18), com o apoio do Partido Liberal (PL) na disputa pelo Governo do Paraná. De acordo com a Folha de S. Paulo, a confirmação veio do próprio presidente do partido, Valdemar Costa Neto, após uma reunião entre Moro e a cúpula da sigla, realizada nesta manhã — e decorreu tanto da insistência de Ratinho Junior em concorrer à Presidência pelo PSD quanto nos resultados das primeiras pesquisas do ano, que mostram Moro na liderança.
Com a decisão, o PL rompe com o governador do Estado e com o futuro candidato do PSD na corrida pelo cargo. Flávio Bolsonaro, por sua vez, passa a ter um palanque no Estado.
O apoio a Moro não implica necessariamente numa troca de partido por parte do senador. A princípio, Costa Neto considera que ele deve concorrer pelo União Brasil, que está em processo de formalizar uma federação com o Progressistas (PP) — o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral está marcado para a próxima semana. Contudo, a mudança é considerada provável, já que o diretório estadual do Progressistas decidiu não endossar a candidatura de Moro — ao mesmo tempo que, conforme fontes do partido, não pretende pedir o cancelamento da federação por divergência regional, como fez o diretório de Pernambuco.
A expectativa é que a definição sobre o futuro de Moro seja anunciada ainda nesta quarta-feira, após uma reunião do pré-candidato com o comando do União Brasil e do Progressistas. Ainda não há uma decisão sobre quem seria o vice do senador, mas a vaga pode ser negociada para consolidar uma aliança entre o PL e a federação União Progressista. No caso dos senadores, Filipe Barros — que também esteve na reunião desta manhã — se apresenta como pré-candidato do PL e Cristina Graeml como pré-candidata do União Brasil. A formação da chapa, no entanto, pode depender de outras costuras entre os partidos no Estado.


