Com indicativo de greve aprovado para 23 de março, os professores da rede estadual do Paraná iniciaram nesta semana uma série de atos para pressionar o Governo do Estado em uma pauta de reinvidicações que vai desde recomposição salarial à equiparação com outras categorias do funcionalismo público.
A APP Sindicato, que representa os docentes, montou um acampamento na Praça Nossa Senhora de Salete, no Centro Cívico, em Curitiba. E realizou, nesta terça-feira (17), um ato conjunto com o Fórum das Entidades Sindicais (FES) com foco em pautas comuns dos servidores estaduais.
A pauta dos professores é centralizada no pedido de recomposição salarial de 12,84%, referente à inflação acumulada de agosto de 2023 a abril de 2025. Veja a pauta completa abaixo.
A série de manifestações dos professores antecede a entrada em vigor de restrições eleitorais, que impedem governantes de reajustar carreiras e dar aumentos salariais nos seis meses que antecedem as eleições. Para valer antes desse prazo, as mudanças teriam que ser aprovadas até o dia 7 de abril.
“Neste momento nós temos uma mesa de negociação em andamento, mas diante do prazo eleitoral, o governo precisa finalizar o debate interno e enviar os projetos de lei para a Assembleia Legislativa, em tempo de serem aprovados. Por isso, esta assembleia nos prepara para os cenários de luta dos próximos dias. Vamos intensificar a pressão, pois nossas pautas são justas, possíveis, viáveis e necessárias para a valorização do nosso trabalho. A greve é o nosso último recurso”, afirmou a presidente da APP-Sindicato, Walkiria Mazeto, na assembleia do último sábado (14), que aprovou o indicativo de greve.
Segundo planejamento do sindicato, a espera por uma resposta definitiva do Governo do Paraná vai até o dia 20, a próxima sexta-feira. Caso não haja sinalização, a categoria promete iniciar a greve na segunda-feira (23) seguinte.
Em resposta ao indicativo aprovado pelos professores, o Governo do Paraná afirmou que a medida tem cunho eleitoral. Confira a nota na íntegra:
O Governo do Paraná tem o diálogo como marca e lamenta a ameaça de greve e as pressões por parte dos sindicatos, o que tem claro cunho eleitoral.
Confira a pauta de reinvindicação dos professores do Paraná:
- reforma da carreira com equiparação salarial – exemplo citado técnicos de ensino superior, que recebem salário inicial de R$ 7.600, ante R$ 4.920 dos professores;
- correção das tabelas salariais e enquadramento por tempo de serviço da carreira dos funcionários de escola;
- reposição salarial para todos os aposentados;
- aprovação de lei que garanta correção específica aos aposentados sem paridade;
- aplicação do desconto previdenciário somente para os aposentados que recebem acima do teto do INSS (R$ 8.475,54);
- pagamento de promoções e progressões;
- descongelamento de quinquênios e anuênios (interrompidos pela pandemia de Covid).


