Operário e Londrina disputaram a final do Paranaense ostentando e valorizando suas invencibilidades. O Tubarão não perdeu pra ninguém no Estadual 2026. Já o Fantasma não perdeu desde a chegada do técnico Luizinho Lopes. E, o mais determinante em um mata-mata, não perdeu pra ninguém nas disputas de pênaltis.
É impressionante o aproveitamento do time de Ponta Grossa nas penalidades máximas desde o ano passado. Em 2025, tirou São-Joseense nas quartas, Londrina na semi e ganhou a taça contra o Maringá. Sempre nos pênaltis.
Em 2026, derrubou o Coritiba no Couto Pereira na semi. E passou pelo Tubarão no Café pra repetir a taça. De novo, sendo preciso nos pênaltis. Mérito para a perícia dos batedores alvinegros e para o talento dos goleiros do Operário nas duas conquistas: Elias no ano passado e Vagner Silva na atual temporada.
Quando Gabriel Feliciano converteu o último pênalti para os ponta-grossenses, cravou o Operário como o maior campeão do interior no século 21. E os três títulos foram nos últimos onze anos.
O time dos Campos Gerais também igualou um feito histórico do Grêmio Maringá da década de 1960. É só a segunda vez na história do Campeonato Paranaense que um time do interior conquista a maior taça do Paraná em dois anos seguidos.
Pelo retrospecto recente, o Operário virou a terceira força do Estado de pouco mais de uma década pra cá. Período em que saltou da quarta para a segunda divisão nacional – levantando os troféus da quarta e da terceira divisões. Além disso, somou à galeria três troféus do Paranaense.
Assombrando os grandes da capital ou os rivais do interior, o Fantasma já virou um frequentador assíduo dos momentos mais decisivos do futebol do nosso Estado.


