Quarenta carros com registro de roubo ou furto foram recuperados e outros seis veículos clonados foram apreendidos com ajuda do sistema de videomonitoramento do programa Olho Vivo em cerca de dois meses. A iniciativa integra tecnologia de monitoramento e análise de dados ao trabalho policial — e, desde dezembro de 2025, vem passando por ampliação.
À época, o Governo anunciou um investimento de R$ 400 milhões para integrar 21,5 mil novas câmeras ao programa, que já previa a implantação de 5 mil equipamentos. Atualmente, o programa já conta com 1.012 câmeras inteligentes instaladas em 22 municípios paranaenses, o equivalente a quase 65% dos equipamentos previstos nesta etapa — 1.500 —, que vai durar até o fim do primeiro semestre.
A identificação dos veículos clonados ocorre a partir de cruzamentos automáticos de informações do banco de dados oficiais de veículos com registros captados pelas câmeras inteligentes instaladas em diversas cidades paranaenses. Quando há indícios de irregularidade, como divergência entre placa, modelo ou características do automóvel, o sistema gera alertas que permitem a atuação rápida das equipes em campo.
Em alguns casos, as inconsistências aparecem quando o sistema detecta registros incompatíveis com a circulação real do veículo, como o uso da mesma placa em locais muito distantes em curto intervalo de tempo. Também é possível identificar clonagens mais sofisticadas por meio da conferência de dados como o número do chassi, que é comparado com o cadastro oficial.
A plataforma funciona de forma integrada às bases governamentais, o que permite aos agentes confirmar rapidamente a situação do veículo e tomar as medidas necessárias, incluindo abordagem e apreensão.
A instalação das câmeras e da plataforma ocorre de forma gradual, acompanhada do treinamento de policiais militares para uso do sistema. O Olho Vivo é coordenado de maneira integrada pela Secretaria da Segurança Pública, Secretaria das Cidades e pela Superintendência-Geral de Governança de Serviços e Dados. O projeto foi desenvolvido para operar em larga escala e, conforme o Governo do Estado, segue as normas da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais.
*Com informações da Agência Estadual de Notícias.


