O deputado federal Ricardo Barros, que é tesoureiro nacional do Progressistas (o antigo PP), disse que uma ala “bastante forte” do partido quer atrair o secretário de Desenvolvimento Sustentável, e ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PSD) e lançá-lo na disputa pelo Governo do Paraná nas eleições deste ano. O parlamentar foi entrevistado pela Jovem Pan News (assista à íntegra abaixo) nesta quinta-feira (19).
Na análise de Barros, uma eleição envolvendo Greca, o escolhido do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD), o secretário das Cidades, Guto Silva (PSD); o senador Sergio Moro (União Brasil), o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (PSD); e o principal nome da oposição, deputado estadual Requião Filho (PDT), seria “totalmente aberta” do ponto de vista de quem iria ao segundo turno.
O deputado avalia ainda que uma possível cisão no PSD, com as saídas de Greca e Curi para viabilizarem suas candidaturas ao governo, seria muito prejudicial para as ambições do escolhido de Ratinho Junior, Guto Silva.
“Se ele [Curi] se lança também, ele atrapalha muito o Guto Silva no interior. E o Rafael Greca atrapalha muito a chance de Guto crescer na capital“, disse ele.
“Então, o governador é que sabe o tamanho do seu potencial e o risco que ele quer correr, escolhendo um candidato que não é o que está melhor colocado na pesquisa, mas que é o que sente ser o mais leal ao seu projeto político”, advertiu Barros.
Barros complementou ainda que uma possível filiação de Greca ao Progressistas passaria pela saída de Moro do União Brasil, livrando o caminho na federação para a candidatura do ex-prefeito. Ele também foi questionado sobre um possível convite do PP a Alexandre Curi, mas afirmou que o presidente da Assembleia Legislativa está comprometido com o Republicanos.
Barros ataca Sergio Moro (de novo)
Na entrevista, o deputado federal paranaense voltou a atacar o senador Sergio Moro (União Brasil), atual líder das pesquisas e filiado a um partido que atualmente tem uma federação nacional com o Progressistas. Esse fato torna necessária a aprovação de ambas as agremiações para que o ex-juiz da Lava Jato possa sair candidato ao Governo do Paraná
“Questão do diálogo com o Sergio Moro… Ele realmente, assim, eu percebo que ele acha que não precisa. Que alguém vai impor a candidatura dele à União Progressista [nome da federação]. Liderança não se impõe, liderança se conquista. Ele quer, por exemplo, um vice do Progressistas que ele vai indicar para se filiar ao Progressistas. Aí não adianta. Isso não é aliança, isso não é política. Espírito de juiz, que é o centro, é o ego, é o que decide tudo sozinho“, disse Barros.
Durante uma visita ao Paraná em dezembro, o presidente nacional do Progressistas, Ciro Nogueira, declarou que iria seguir o posicionamento do diretório estadual do partido na questão da candidatura de Moro ao governo, ou seja, pela negativa, deixando o ex-juiz sem “casa” para a disputa.
No entanto, nos últimos dias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria feito um convite para que Moro se filie ao PL, dando ao senador um partido com fundo eleitoral e tempo de TV. A negociação envolve a formação de um palanque forte para o filho de Jair Bolsonaro no Paraná, sem divisão com um possível adversário, o governador Ratinho Junior.
No entanto, uma possível ida ao PL é negada por Moro, que segue afirmando que será candidato pelo União Brasil, mesmo com a oposição do Progressistas dentro da federação.


