ROI é a sigla para a expressão em inglês Return on Investment, ou retorno sobre o investimento, na tradução para o português. Em termos simples, trata-se de medir quanto uma cidade recebe de volta quando decide investir recursos públicos ou privados em determinada ação. Trazer esse conceito para o turismo é essencial, porque ele ajuda a mudar uma percepção ainda comum: a de que promover destinos, apoiar eventos ou investir em imagem é gasto, quando, na verdade, é investimento com retorno econômico, social e institucional.
Falamos desse tema porque o turismo precisa, cada vez mais, ser tratado com a mesma lógica aplicada a outros setores estratégicos da economia. Quando uma cidade investe em promoção turística, ela não está apenas divulgando um destino; está ativando uma cadeia produtiva inteira. O retorno aparece em hotéis mais ocupados, restaurantes cheios, comércio aquecido, serviços contratados, empregos temporários e permanentes gerados, além do aumento na arrecadação de impostos.
No Paraná, esse efeito é visível em diferentes frentes. Eventos estruturados em cidades como Curitiba, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá e Cascavel mostram como a promoção contínua gera fluxo constante de visitantes. Um congresso, uma feira ou um grande evento cultural não movimenta apenas o local onde acontece. Ele impacta transporte, hospedagem, alimentação, compras e serviços em toda a cidade e, muitas vezes, em municípios do entorno.
O Natal de Curitiba é um exemplo claro desse retorno ampliado. O investimento em programação cultural gratuita, iluminação e ocupação dos espaços públicos gera aumento significativo no fluxo de turistas e visitantes regionais, aquece o comércio, impulsiona a hotelaria e fortalece a imagem da cidade como destino atrativo. O retorno não se limita ao período natalino, ele reverbera ao longo do ano, na lembrança positiva e no desejo de retorno.
Outro exemplo está no turismo de negócios e eventos. O apoio à captação e promoção de congressos e feiras traz visitantes com maior ticket médio, que permanecem mais tempo na cidade e consomem serviços de maior valor agregado. Esse tipo de turismo gera um ROI altamente qualificado, pois movimenta setores estratégicos e posiciona o destino em mercados nacionais e internacionais.
Mas, o retorno do turismo não é apenas financeiro e esse é um ponto fundamental. Há um ROI que se constrói no médio e longo prazo. A imagem da cidade, sua reputação, a percepção de qualidade de vida, organização e hospitalidade são ativos intangíveis que influenciam decisões futuras de viagem, investimento e até de residência. É aqui que entra o conceito de Soft Power, já abordado nesta coluna: cidades que sabem contar suas histórias e oferecer boas experiências passam a exercer influência positiva, atraindo pessoas e oportunidades.
Esse debate ganha ainda mais relevância em ano eleitoral. Quando se discute orçamento público, é comum que investimentos em promoção turística sejam questionados. Por isso, falar de ROI no turismo é falar de responsabilidade na gestão. É demonstrar que cada real investido pode retornar em múltiplos benefícios para a cidade, desde que haja planejamento, continuidade e avaliação de resultados.
Esse olhar também dialoga com a lógica dos Destinos Turísticos Inteligentes (DTI). Um destino inteligente acompanha dados, mede impactos, ajusta estratégias e entende que investir sem monitorar não gera aprendizado. O ROI do turismo não deve ser apenas percebido; deve ser acompanhado, analisado e utilizado como base para decisões futuras.
O desafio para o Paraná e para suas cidades é consolidar esse entendimento como política pública. Investimentos pontuais geram resultados pontuais. Estratégias contínuas geram legado. Quando a promoção de destinos é tratada como investimento estruturante, o turismo deixa de ser visto como acessório e passa a ocupar o lugar que merece no desenvolvimento econômico e social.
Falar de ROI no turismo é, no fundo, falar sobre escolhas. Escolher investir com inteligência, escolher planejar a longo prazo e escolher compreender que turismo não é custo. É retorno. Para a economia, para a imagem da cidade e para a vida de quem vive nela.
Texto construído com apoio de inteligência artificial, refletindo o uso responsável da tecnologia como ferramenta de apoio à comunicação e à análise estratégica.


