Dois anos longe da elite do futebol brasileiro criam um vácuo de jogos contra grandes adversários, aumentam a ansiedade do torcedor e atiçam a curiosidade de todos que acompanham futebol. Afinal, como será quando o Coritiba enfrentar as grandes potências do país novamente?
Na primeira prova com tais características, o Coxa passou com louvor. A vitória sobre o poderoso Cruzeiro, em pleno Mineirão, não serviu apenas para adicionar os primeiros pontos do Verdão na tabela do Brasileirão. O jogo mostrou que com organização e coragem é possível competir contra gigantes milionários do campeonato.
Driblar a desconfiança geral pelo início irregular de temporada virou um desafio para o técnico Fernando Seabra. E ele ousou com escolhas geralmente ofensivas. Mesmo com um primeiro tempo sem grande atuação, o Coritiba não foi pro Mineirão apenas para se defender. Tentava jogar, apesar da ausência do meia Josué, uma referência para o time.
Na segunda etapa com placar empatado, o Coxa foi perfeito na estratégia para mostrar a que veio neste Brasileirão. Soube agredir o adversário no momento certo e apostou na segurança defensiva herdada desde os tempos de Série B.
Nem a derrota pro Bragantino no primeiro jogo em casa, nem a vitória sobre o Cruzeiro na segunda rodada podem render análises definitivas. Ainda é bem cedo numa competição de 38 partidas que este ano está inserida para durar o ano todo.
Mas, certamente, outros adversários de peso vão olhar o Coritiba de forma diferente de agora em diante. A missão segue sendo a mesma desde que o acesso foi confirmado no ano passado. Voltar para a Segundona é o que ninguém quer por estas bandas.
Com nomes como os dos pratas da casa Pedro Morisco e Lucas Ronier, além de boas contratações como Breno Lopes e Pedro Rocha, o Coxa parece apontar para um ainda longo, mas bom caminho de perspectiva.
Caso Cetré
A contratação do colombiano que decidiu o último campeonato da Argentina pelo Estudiantes era para abalar estruturas mesmo. Os R$ 31 milhões que o Athletico investiria no atacante Edwuin Cetré tinham razão de ser. Mas a passagem dele pelo Furacão não durou nem 48 horas.
Alterações nos exames clínicos do atleta fizeram o clube desistir do negócio. A falta de transparência dos envolvidos na conclusão do caso deixa muitos mistérios no ar. Mas não tira o fator final de que ele não vestirá mais a camisa athleticana. Deixando uma sensação de que há necessidade de outras contratações antes do fechamento da primeira janela de transferências do ano no mês que vem.


