Um acervo com cerca de 2.600 amostras de fósseis, resultado de um trabalho de salvamento paleontológico feito durante a construção de uma linha de transmissão de energia entre Ponta Grossa e Assis (SP), passou a integrar as coleções científicas da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG).
A coleção é composta por fósseis dos períodos Devoniano, Permiano e Carbonífero. A maior parte das amostras traz fósseis de vida marinha, especialmente invertebrados (algas, moluscos, vermes), mas também foram encontrados alguns registros fósseis de peixes. Conforme pesquisadores envolvidos no salvamento, esses contribuem para contar a história de quando a região de Ponta Grossa estava coberta pelo mar, há cerca de 400 milhões de anos.
Em alguns pontos, como na região de Ibaiti, também foram coletados fósseis de água doce, especialmente algas.

Agora, o material será catalogado pela equipe do Laboratório de Estratigrafia e Paleontologia da UEPG, para então ficar à disposição da comunidade científica. A expectativa é que ele possa ser utilizado desde em estudos para compreender os diferentes ecossistemas em que viviam os seres fossilizados até aqueles com potencial de indicar a presença de gás natural na região.
Além disso, amostras que se destacarem por beleza e raridade poderão ser destinadas ao Museu de Ciências Naturais para exibição ao público e atividades de divulgação científica.
O atual acervo da UEPG é composto por aproximadamente 35 mil amostras (24 mil já tombadas), sendo que cada uma pode conter um ou mais registros fósseis. Com os novos fósseis, a universidade se fortalece como referência na pesquisa paleontológica.
*Com informações da Universidade Estadual de Ponta Grossa


