O Paraná recebeu nesta segunda-feira (2) o primeiro lote com 16.828 unidades de canetas reutilizáveis de insulina Glargina, tecnologia que amplia as possibilidades terapêuticas para o tratamento de pacientes que vivem com diabetes mellitus, pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O Estado foi selecionado pelo Ministério da Saúde, ao lado de Amapá, Distrito Federal e Paraíba, para integrar o projeto-piloto da iniciativa, participando da fase de avaliação que deve identificar desafios logísticos e operacionais para a futura ampliação da estratégia em todo o território nacional.
Nesta nova etapa, o uso da insulina Glargina, já disponível no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) para diabetes tipo 1, será ampliado. O tratamento contempla agora novos diagnósticos e a migração de pacientes que utilizam a NPH, conforme indicação e prescrição médica. O público atendido nesta fase inclui idosos com 80 anos ou mais (diabetes tipo 1 e 2) e crianças e adolescentes entre 2 e 17 anos (diabetes tipo 1).
Solução para escassez global
A adoção da nova estratégia pelo Ministério da Saúde é uma resposta à escassez global das insulinas humanas, NPH e regular, registrada desde 2023. Para reduzir a vulnerabilidade do País e fortalecer a produção nacional, foi formalizada em abril de 2025 a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) de insulina Glargina.
O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, explicou que a produção nacional trará mais estabilidade ao sistema. “A grande vantagem da fabricação nacional via PDP é garantir a soberania do nosso abastecimento. Hoje, dependemos de fabricantes internacionais e sofremos com algumas faltas pontuais que fogem ao nosso controle. Com a produção local, teremos um fluxo muito mais seguro e contínuo, assegurando que o paciente paranaense não sofra interrupções no seu tratamento por questões logísticas globais”, afirmou.
Técnicos passam por capacitação
Na última sexta-feira (30), a Secretaria da Saúde promoveu um treinamento técnico para profissionais dos 399 municípios paranaenses sobre o uso correto e a dispensação da nova caneta. Com a participação de mais de 600 profissionais, tanto presencial como online, a coordenadora-geral do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde, Priscilla Marys Limberger, disse que a escolha do Estado se deu pela sua organização e experiência prévia com tecnologias semelhantes.
Com informações da Agência Estadual de Notícias


