Desde 2024, o aumento do limite de estrangeiros em cada partida do Brasileirão virou um ponto de ação estratégico do Athletico. O clube utiliza geralmente quase o limite máximo de nove jogadores a cada rodada.
Aliás, no momento, são onze estrangeiros no elenco rubro-negro. No entanto, como o uruguaio Mastriani e o colombiano Garcia estão mais voltados ao time de aspirantes, o limite não fica extrapolado.
Na vitória sobre o Internacional pela primeira rodada do campeonato, o Furacão teve sete estrangeiros no time titular, cinco colombianos. O último a chegar, foi o atacante Cetré, o sétimo colombiano do Athletico, maior contratação da história do clube com R$ 31 milhões investidos. Ultrapassando o compatriota Viveros, que custou R$ 27 milhões no ano passado.
Também colombianos, Teran, Aguirre, Mendoza e Portilla fecham a esquadra do país no Rubro-Negro. A lista de estrangeiros é completada pelos argentinos Esquivel, Zapelli e Benavidez. A guinada para Colômbia foi fundamental para a mudança de rota athleticana na Série B de 25. No meio do campeonato, nomes como Viveros e Teran fizeram o time arrancar da segunda página da tabela rumo ao acesso.
Com o mercado de atletas brasileiros cada vez mais inflacionado, e a diferença do poder financeiro com outros países do nosso continente, a busca por reforços nos países vizinhos da América do Sul virou prática comum no Brasileirão.
Na primeira rodada de 2026, eram 151 gringos à disposição dos treinadores nos 20 clubes. Já ouvi de treinadores e de outros profissionais da gestão do futebol visões positivas e negativas sobre a invasão estrangeira.
Para muitos, a formação de novos atletas locais fica prejudicada pelo espaço ocupado nos times principais pelos gringos. Para outros, o intercâmbio cada vez maior entre atletas de vários países só trará resultados positivos e há espaço para todos.
E é uma discussão que também chama atenção no mercado de técnicos. Nas 20 equipes da Série A, nove começaram a temporada com treinadores de outros países. Enfim, eu vejo que as duas visões têm suas doses de razão.
O fato é que a CBF optou por colocar o tema em debate com os clubes e uma redução do número de estrangeiros não está descartado para 2027. Antes disso, o Furacão segue apostando em muita gente falando espanhol no CT do Caju. Especialmente na armada colombiana.


