Quase três meses depois de aprovar o retorno do vestibular em fase única, a Universidade Federal do Paraná apresentou nesta terça-feira (27) detalhes sobre a prova, que, em 2026, será aplicada no dia 15 de novembro, no período da tarde. Ela será composta por 80 questões de múltipla escolha e duas questões discursivas (exceto para o curso de Música, que terá prova de habilidades específicas). Outra novidade é que a taxa de inscrição será menor do que a praticada em 2025: R$ 180.
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“A prova será eminentemente objetiva, mais simples, e acontece mais tarde para dar aos candidatos mais tempo de preparo”, resumiu o reitor da instituição, Marcos Sunye. “E a redução da taxa de inscrição de R$ 195 para R$ 180 reais é uma medida que decorre dessa simplificação”.
Com as mudanças, o objetivo da universidade é ampliar o número de inscritos na prova e também a ocupação de vagas. A instituição reforça, porém, que a simplificação ocorre apenas no processo. “Ela é técnica e pedagógica — não de conteúdo ou de rigor”, afirma a pró-reitora de Graduação e Educação Profissional, Andrea Caldas.
E para que os estudantes possam conhecer o novo modelo, um simulado será realizado no dia 31 de maio. O edital para os interessados em participar deve ser publicado até março, mas, conforme a UFPR, a prova simulada será aberta a 2 mil inscrições — metade das quais será destinada a estudantes de escolas públicas.
80 questões objetivas, 4 alternativas, pesos diferentes
A “nova” prova terá 80 questões objetivas, dez a menos do que a versão anterior, cada uma com quatro alternativas de resposta, uma a menos do que antes. As perguntas serão divididas da seguinte forma: dez delas serão sobre língua portuguesa; matemática, física, química, biologia, história e geografia terão oito questões cada; sete serão sobre uma língua estrangeira moderna; e literatura brasileira, sociologia e filosofia terão cinco questões cada. O programa de prova completo está disponível no site do Núcleo de Concursos da UFPR.
Cursos que contavam com provas discursivas específicas poderão atribuir peso diferenciado às disciplinas que antes eram cobradas na segunda fase. Na prova dos candidatos ao curso de Medicina, por exemplo, as questões de biologia e química poderão valer o dobro das demais questões (peso 2).
Duas discursivas, tamanhos diferentes
As questões discursivas serão duas e terão tamanhos diferentes: uma delas será mais extensa, em torno de 15 linhas, e outra mais curta, de aproximadamente cinco linhas. A definição sobre o gênero textual a ser trabalhado caberá à banca responsável por cada prova.
A proposta visa evitar eliminação precoce de candidatos. “Zerar em qualquer uma das provas elimina o candidato. Se fosse uma questão só, aumentaria a possibilidade de eliminação de candidatos”, explica a diretora interina do Núcleo de Concursos da UFPR, Patrícia Andreata.
Contudo, haverá uma nota de corte para correção da parte discursiva, que será igual n x número de vagas (sendo “n” um número a ser definido em edital). Outra informação importante é que os recursos para reavaliação da nota podem acarretar tanto a manutenção da nota atribuída inicialmente quanto seu aumento ou redução — como já ocorreu em 2025.
Aplicação no RS
Outra novidade para o vestibular 2026 será a aplicação da prova em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria — que já aplica o seu vestibular em Curitiba. De acordo com Sunye, uma pesquisa entre os inscritos na seleção da instituição mostrou que, depois dos paranaenses e catarinenses, os gaúchos são o terceiro maior grupo, daí a iniciativa de levar a prova até RS.
Para Sunye, a medida pode contribuir para tornar a universidade uma instituição de maior força nacional.


