A Universidade Federal do Paraná divulgou a lista de obras que serão cobradas no Vestibular 2027. O anúncio foi feito nesta terça-feira (27), junto com a apresentação do novo modelo para o processo seletivo, que, a partir de agora, voltará a ser em fase única e contará com 80 questões objetivas e duas discursivas.
A lista traz mudanças. Para a prova de Literatura Brasileira, por exemplo, foram substituídas três obras. Saíram Liras de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga; O livro das semelhanças, de Ana Martins Marques; e Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus). No lugar, entraram Eu, de Augusto dos Anjos; O demônio familiar, de José de Alencar; e O Quinze, de Rachel de Queiroz.
A lista de Sociologia cresceu: saíram duas obras e entraram três. Da lista de Sociologia, saíram os textos Racismo e cultura, de Frantz Fanon, e O processo sociocultural, de Darcy Ribeiro. Foram incluídas obras de Cida Bento, Judith Butler e Lilia Moritz Schwartz.
A lista de obras de Filosofia foi inteiramente alterada e a de Música permanece igual à do vestibular anterior.
O programa de prova completo está disponível no site do Núcleo de Concursos da UFPR.
Confira a relação completa de obras para o Vestibular 2027:
Literatura brasileira (em negrito as obras novas na lista)
A falência, de Julia Lopes de Almeida
Eu, de Augusto dos Anjos
Noite na taverna, de Álvares de Azevedo
O demônio familiar, de José de Alencar
O drible, de Sérgio Rodrigues
O Quinze, de Rachel de Queiroz
O sol na cabeça, de Geovani Martins
Poema sujo, de Ferreira Gullar
Filosofia (toda a lista foi alterada)
CARNEIRO, S. Dispositivo de racialidade: a construção do outro como não-ser como fundamento do ser. Rio de Janeiro: Zahar, 2023. (Primeira parte, cap. 3)
PATEMAN, C. Participação e teoria democrática. Paz e Terra, 2009. (Capítulo I)
PLATÃO. Mito de Er, Livro X da República. Platão, República. (614b–621c).
POPPER, Karl. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Cultrix, 2008. (Capítulo 1)
ROUSSEAU, Jean-Jacques. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Tradução de Lourdes Santos Machado. Coleção Os Pensadores, v. XXIV. São Paulo: Abril Cultural, 1973. (Parte 2)
Sociologia (em negrito as obras novas na lista)
BENTO, Cida. Pacto da branquitude. São Paulo: Companhia das Letras, 2022.
BUTLER, Judith. Quem tem medo do gênero? São Paulo: Boitempo, 2024.
DAFLON, Verônica; SORJ, Bila (orgs.). Clássicas do pensamento social: mulheres e feminismos no século XIX. Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2021.
QUINTANEIRO, Tania; BARBOSA, Maria Ligia de Oliveira; OLIVEIRA, Marcia Gardênia Monteiro de. Um toque de clássicos: Marx, Durkheim e Weber. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2003.
SCHWARCZ, Lilia Moritz. Sobre o autoritarismo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
Música (sem alterações)
BENNETT, Roy. Elementos básicos da música. Rio de Janeiro: Zahar, 1990.
BENNETT, Roy. Forma e estrutura na música. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
BENNETT, Roy. Uma breve história da música. Rio de Janeiro: Zahar, 1986.
EDLUND, L. Modus Vetus. Nova Iorque: Chester Music, 1994.
LEMOINE, E.; CARULLI, G. Solfeo de los solfeos. Volume 1A. Editapsol.
MED, Bohumil. Teoria da Música. Brasília: Musimed, 1996.
POZZOLI, H. Guia teórico-prático para o ensino do ditado musical. Partes I e II. São Paulo: Ricordi do Brasil.
SEVERIANO, J. Terceiro tempo: a transição (1946–1957) e Quarto tempo: a modernização (1958–). Uma história da música popular brasileira: das origens à modernidade. São Paulo: Editora 34, 2013. p. 273–462.
WISNIK, José Miguel. Som, ruído e silêncio. O som e o sentido. São Paulo: Companhia das Letras, 1989. p. 15–68.
*Com informações da UFPR.


