Até 1º de janeiro de 2030, o Paraná terá 11 Pequenas Centrais Hidreléticas novas em funcionamento e fornecendo energia para distribuidoras do mercado regulado — que atendem residências e pequenas e médias empresas. Os empreendimentos tiveram energia contratada no 39º Leilão de Energia Nova A-5, realizado na última semana pelo Ministério de Minas e Energia (MME), com investimentos que somam cerca de R$ 1,1 bilhão — e que serão feitos ao longo dos próximos dois anos.
As PCHs serão construídas nos municípios de Nova Cantu, Laranjeiras, Altamira, Itaguajé, Colorado Paranacity, Toledo, Cerro Azul, Clevelândia, Onório Serpa, Moreira Salles, Tuneiras do Oeste, Goioerê, Boa Vista da Aparecida e Cruzeiro do Iguaçu. São elas: PCH São Salvador, Água Tremida, Caratuva, Generoso, Itaguajé, Cantu 1, Ribeirão Bonito, Córrego Fundo, Nova Geração, Tito e Trindade Baixo Jusante. O Paraná foi o segundo estado do País em número de projetos vencedores do leilão, com a contratação de 110 megawatts.
Além da geração de energia limpa, os empreendimentos trazer benefícios socioambientais. Isso porque Pequenas Centrais Hidrelétricas contribuem para a preservação e ampliação das matas ciliares (até 3,5 vezes mais), proteção de nascentes e melhoria da qualidade da água com retirada de resíduos dos rios, baixa emissão de carbono, geração de emprego e renda local com impacto positivo no IDH regional
Atualmente, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Paraná possui 114 PCHs e CGHs em operação. Outras cinco estão em construção, sete aguardam início de obras e 116 estão em fase de registro de intenção de outorga, além de 35 processos em estágio de estudos de inventário.