O município de Maringá, no Noroeste do Paraná, é o mais desenvolvido do Interior do Estado, de acordo com Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), divulgado na semana passada pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
A cidade obteve IFDM 0,8814, resultado que garantiu o quarto lugar no ranking nacional de desenvolvimento, atrás apenas de Águas de São Pedro (SP), São Caetano do Sul (SP) e Curitiba (PR), e o segundo lugar estadual. O município também foi um dos cinco que conseguiram se manter no top 10 estadual de 2013 para 2023.
O índice foi calculado com base em dados oficiais sobre emprego e renda, saúde e educação referentes ao ano de 2023. Em cada área, as cidades receberam notas de 0 a 1, de acordo com a avaliação de uma série de itens (ver tabela abaixo). O IFDM Geral é obtido a partir da média das notas.

As notas também são distribuídas entre quatro faixas de desenvolvimento: crítico (inferior a 0,4 ponto), baixo (entre 0,4 e 0,6), moderado (entre 0,6 e 0,8) e alto (acima de 0,8).
Emprego & Renda
Pelo terceiro ano consecutivo, Maringá obteve nota 1 na área Emprego & Renda, que avalia absorção da mão de obra formal, proporção de desligamentos voluntários, PIB per capita, participação dos salários no PIB, população pobre ou de baixa renda e diversidade econômica. A nota foi obtida por apenas nove das 5.550 avaliadas no País — entre as quais estão apenas Curitiba e Maringá do Paraná.
A segunda melhor nota do município foi na área de Educação: 0,8452. O resultado, obtido com base na avaliação de itens como taxa de matrículas em creches, IDEB nos anos iniciais e finais do ensino fundamental e taxa de abandono no ensino médio e fundamental, é o melhor dos últimos dez anos — a variação no período foi de +19,45% — e o terceiro consecutivo na faixa de alto desenvolvimento.
No âmbito da Saúde, Maringá obteve uma pontuação classificada como “moderada” em termos de desenvolvimento: 0,7991. Foram avaliados itens como internações por condições sensíveis à atenção básica, cobertura vacinal e internações relacionadas ao saneamento inadequado. A área é a que apresenta mais oscilações nos últimos dez anos, alternando-se entre resultados nas faixas de 0,7 e 0,8.
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Ranking estadual
Além de Curitiba e Maringá, compõem o ranking dos melhores resultados estaduais os municípios de: Toledo, Marechal Cândido Rondon, Francisco Beltrão, Cianorte, Dois Vizinhos, Campo Mourão, Pato Branco e Itaipulândia. Cinco deles já figuravam entre os mais desenvolvidos no Estado em 2013 — Curitiba Maringá, Marechal Cândido Rondon, Cianorte e Pato Branco — e os outros cinco são novidade.
Confira a seguir o IFDM Geral e as pontuações por área de cada um deles:

Na outra ponta do ranking, estão Diamante do Sul, Nova Laranjeiras, Laranjal, Antonina, Porto Barreiro, Mato Rico, Cerro Azul, Doutor Ulysses, São Jerônimo da Serra e Guaraqueçaba, com IFMDs variando entre 0,5745 e 0,4863. Nenhum município do Estado obteve resultado geral classificado como crítico, porém alguns registraram notas em áreas específicas nesta faixa como Verê (Saúde), Godoy Moreira e Guaraqueçaba (Emprego & Renda).
Conforme o relatório da Firjan, dentre os municípios presentes entre os dez menos desenvolvidos do Estado, o destaque é Antonina “por ter perdido 104 posições no ranking de 2013 a 2023”. O desempenho decorreu de uma queda de 17,5% no indicador de Emprego & Renda de 2013 para cá. “Como consequência, a cidade perdeu o grau de desenvolvimento moderado nessa vertente que havia obtido em 2013 e voltou a registrar grau baixo”, diz o relatório.

Olhando para as maiores cidades do Estado (além de Curitiba e Maringá), os resultados gerais variam de 0,7100 a 0,8391, o que faz com que elas tenham posições bastante variadas nos rankings nacional e estadual — mas todas com resultados “moderados” ou “altos” não no no índice geral, mas também no específicos por área.
