Com praias lotadas, as forças de segurança pública do Paraná estão atuando de forma integrada para evitar o desaparecimento de crianças e de outras pessoas vulneráveis. Desde o início do Verão Maior Paraná, em 21 de dezembro de 2024, mais de 38 mil pulseirinhas de localização foram distribuídas no Litoral e na costa Noroeste – uma média de 1.266 por dia – evitando que as crianças se percam e prevenindo problemas mais graves, como afogamentos e atropelamentos.
As pulseiras são colocadas pelos próprios agentes e contêm o nome da criança e um telefone de referência do responsável para contato. Em 30 dias, os acessórios precisaram ser utilizados cerca de 600 vezes – cerca de 20 casos diários. Em todos as ocorrências, os policiais, bombeiros e outros voluntários conseguiram localizar os desaparecidos rapidamente.
Feita de um material resistente e com lacre para evitar que sejam facilmente retiradas, as pulseiras estão sendo distribuídas por todos os agentes que compõem as diversas unidades da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) – Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Penal e Polícia Científica. Elas estão disponíveis em postos fixos nas arenas do Verão Maior Paraná, nos postos de guarda-vidas e em unidades móveis dos Bombeiros e policias espalhadas pelos municípios.
O major da Polícia Militar do Paraná Ronaldo Carlos Goulart, que atua no Centro de Controle de Operações da Sesp, orienta que, em caso de desaparecimento, os pais ou responsáveis procurem o policial ou bombeiros mais próximo do local. Assim que contatados, eles iniciam um protocolo de atuação por meio do acionamento dos demais agentes de segurança na região para efetuar as buscas, inclusive com o auxílio de veículos, como viaturas ao longo da orla e quadriciclos e UTVs nas areias, se necessário.
Além do uso do acessório, ele reforça a importância de uma atenção constante dos responsáveis. “A recomendação é que os pais estejam sempre no contato visual com as crianças, sempre próximos delas, porque elas costumam se distrair com facilidade e não tem uma noção clara do risco que o mar representa, assim como outros, como o trânsito de veículos”, acrescentou Goulart.
Pulseira não é usada somente em crianças
Além das crianças, que representam o maior volume de demanda, as pulseirinhas também têm sido usadas para o atendimento de outras pessoas em situação de vulnerabilidade. É o caso de idosos que possuem algum tipo de problema, como a doença de Alzheimer, e de outros adultos com algum tipo de deficiência intelectual.
Independentemente do tipo de público, a distribuição das pulseiras acontece ao longo de todos os dias do Verão Maior, nas praias de Matinhos, Guaratuba e Pontal do Paraná, no Litoral, e em Porto Rico e no distrito de Porto São José, em Marilena, no Noroeste do Estado.
A ação também é feita durante a realização dos grandes shows com artistas, que acontecem aos fins de semana na Praia Brava de Caiobá, em Matinhos, e no Centro de Eventos Marissol, em Pontal do Paraná. Na semana passada, durante o show de Guilherme & Santiago em Matinhos, a Polícia Civil e a Polícia Militar localizaram uma criança de sete anos que havia se perdido dos avós. Eles relataram o desaparecimento na delegacia móvel instalada no local e informaram que o menino usava a pulseira de identificação.
Segundo o delegado Cristiano Quintas, o menino foi encontrado em poucos minutos e devolvido em segurança aos avós. “A pulseira de identificação foi fundamental para a rápida localização da criança. Assim que encontrada, ela foi entregue aos familiares”, afirmou.